O Peso do Pássaro Morto, Aline Bei

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Pense num pássaro morto. Ele não voa mais. Ele não canta mais. Ele não se exibe mais. A morte é bem mais do que um cortar de asas. Como acontece com a protagonista deste livro, que acompanhamos dos 8 aos 52 anos. Pense num pássaro morto. Ele pode ser pisoteado, atropelado, esmagado sem que ninguém se dê conta. Sobram os frangalhos, as vísceras dilaceradas. Como acontece com a menina e depois a mulher que vemos colecionar perda atrás de perda, dor atrás de dor, nas páginas desse livro. Pense num pássaro morto. Quanto ele pesa? Ninguém sabe, ninguém ousa levantar o pássaro morto. Ele pesa nada. Na verdade, ele é invisível. Quantas vezes você parou para olhar um pássaro morto? Ele é visto só de esguelha. É superado como um obstáculo menor no caminho. Como as cicatrizes dessa mulher cuja vida conhecemos nesses versos. Quem, afinal, pensa em um pássaro morto? Quem sequer se lembra que os pássaros morrem? Breve, mas contundente. As palavras são escolhidas com o cuidado de quem faz um cultivo. Nesse caso, um semear de dor e perda, mas regado com a esperança do renascimento – ainda que ela seja uma eterna luta por sobreviver só mais um dia. Daqueles socos no estômago que levam tempo para curar. Isso é o Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei, tema do último episódio desta temporada do Põe na Estante, no qual a apresentadora Gabriela Mayer recebe os jornalistas Chico Felitti e Juliana Dantas.

Pense num pássaro morto. Ele não voa mais. Ele não canta mais. Ele não se exibe mais. A morte é bem mais do que um cortar de asas. Como acontece com a protagonista deste livro, que acompanhamos dos 8 aos 52 anos. Pense num pássaro morto. Ele pode ser pisoteado, atropelado, esmagado sem que ninguém se dê conta. Sobram os frangalhos, as vísceras dilaceradas. Como acontece com a menina e depois a mulher que vemos colecionar perda atrás de perda, dor atrás de dor nas páginas desse livro. Pense num pássaro morto. Quanto ele pesa? Ninguém sabe, ninguém ousa levantar o pássaro morto. Ele pesa nada. Na verdade, ele é invisível. Quantas vezes você parou para olhar um pássaro morto? Ele é visto só de esguelha. É superado como um obstáculo menor no caminho. Como as cicatrizes dessa mulher cuja vida conhecemos nesses versos. Quem, afinal, pensa em um pássaro morto? Quem sequer se lembra que os pássaros morrem? Breve, mas contundente. As palavras são escolhidas com o cuidado de quem faz um cultivo. Nesse caso, um semear de dor e perda, mas regado com a esperança do renascimento – ainda que ela seja uma eterna luta por sobreviver só mais um dia. Daqueles socos no estômago que levam tempo para curar. Isso é o Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei, tema do último episódio desta temporada do Põe na Estante, no qual a apresentadora Gabriela Mayer recebe os jornalistas Chico Felitti e Juliana Dantas.

Este é um podcast apresentado por B9 e produzido por Rádio Guarda-chuva.

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Arte: Arthur Mayer
Trilha: Getz me to Brazil, Doug Maxwell

A Quinta Estação, de N. K. Jemisin

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Três histórias conduzem o leitor por Quietude, um continente que já assistiu à devastação algumas vezes, vinda por meio de terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis… O livro começa com Essun, que encontra o filho morto quando chega em casa e sabe que foi o marido quem o assassinou, antes de fugir com a filha deles. A saga desta mulher em busca do marido e da filha é um dos três pilares do livro e que nos introduz a uma sociedade dividida em castas funcionais e temente à natureza. São dois os grupos essenciais que se apresentam neste universo: os quietos, pessoas comuns, e os orogenes, cujo nome remete à orogenia, processo de formação das montanhas. São homens e mulheres que se conectam com o Pai Terra e têm o poder de controlar movimentos como o das placas tectônicas. Entre os quietos, as pessoas se compartimentam por saberes, força física, fertilidade e outras caraterísticas que podem fazer de cada um mais útil em uma ou outra função. Trançados com a história de Essun, estão os outros dois pilares do romance: o leitor conhece a trajetória de Damaya, uma criança que está em formação no Fulcro, espécie de quartel que treina e prepara os orogenes; e a história de Syenite, jovem orogene formada no Fulcro que, ao lado de um mentor mais bem treinado, recebe uma missão. Aos poucos, o leitor se familiariza com uma terra hostil e cinzenta, que abriga criaturas humanas e fantásticas essencialmente conectadas ao planeta. A Quinta Estação, de N.K. Jemisin, é o primeiro livro da trilogia A Terra Partida e é também o tema deste episodio do Põe na Estante, em que apresentadora Gabriela Mayer recebe os jornalistas Sandro Badaró, apresentador da BandNews FM, e Cláudia Fusco, mestre em literatura com ênfase em ficção científica e fantasia pela Universidade de Liverpool.

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Um Exu em Nova York, de Cidinha da Silva

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Os 19 contos que compõem Um Exu em Nova York olham para questões contemporâneas sob a mediação do encontro entre dois mundos: o físico e o espiritual. Daí Exu, essa entidade mediadora. Que ganha fama de comunicador por conseguir fazer a conexão entre os dois planos, que combina características do material, do carnal, da vida terrena com a elevação e a sublimação sobrehumanas. As breves histórias oníricas do livro são concretas, factíveis, mas são também cheias de elementos mitológicos e simbólicos. Exu está lá, assim como estão outras figuras que nos relembram da diáspora africana. Tudo em um contexto atual, que recorta indicadores e marcadores como raça, gênero, sexualidade e classe. Um Exu em Nova York é o segundo livro de contos da mineira Cidinha da Silva e é o tema deste episódio do Põe na Estante, em que a apresentadora Gabriela Mayer recebe a jornalista e produtora cultural Maitê Freitas e o escritor Lucas Verzola, editor da Revista Lavoura.

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Mutações, de Liv Ullmann

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T2.E5. MutaçõesA atriz e diretora Liv Ullmann compartilha com o leitor suas memórias. Nas páginas deste livro autobiográfico, a norueguesa resgata lembranças da infância, da adolescência, do início da vida nos palcos e nas telas. Conta das inspirações que teve, dos conflitos que enfrentou, dos amores, dos rompimentos, dos inícios e dos fins. Liv Ullmann confidencia ao leitor, em Mutações, seus ciclos de vida – onde começa e onde termina cada um. E, mais do que isso, se dispõe a tirar a máscara e mostrar o que está por trás dela: como ela entra e como ela sai de cada um desses ciclos. Nunca a mesma pessoa. As experiências a transformam, é um caminho sem volta. E ela fica cada vez maior. Como atriz, como mulher, como pessoa. Mutações, de Liv Ullmann, é o tema deste quinto episódio do podcast Põe na Estante, no qual a apresentadora Gabriela Mayer recebe a radialista e apresentadora Roberta Martinelli e o empreendedor Igor Miranda, autor do Instagram literário @aestanteemmim.

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Resta Um, de Isabela Noronha

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T2.E4. Resta UmA narradora principal desta história é Lúcia, mãe de Amélia. Ou Linha, como os pais a chamavam carinhosamente. Professora da Universidade de São Paulo, matemática brilhante, Lúcia mede o mundo pelos números e é por eles também que conta suas histórias, que acrescenta detalhes, que provoca reflexões. Pelo menos até o desaparecimento da filha, Amélia.

Aliás, muita coisa muda depois que a menina não chega em casa na hora combinada, nem em hora nenhuma. A relação intensa que Lúcia tem com a carreira, por exemplo, que antes parecia roubar o primeiro plano, perde o brilho, a graça e o sentido. Assim como o casamento de Lúcia e José, que entra em descompasso, com cada um tentando lidar com a ausência de uma forma. A busca por Amélia, a linha entre a loucura e a sanidade quando tudo desmorona. É sobre isso Resta Um, da Isabela Noronha, o livro-tema deste quarto episódio da segunda temporada do Põe na Estante.

A obra é narrada em três recortes: Lúcia conta a história no momento do desaparecimento de Amélia, e cerca de seis anos depois do acontecimento; e há uma terceira narrativa, feita por outra personagem, que demoramos a entender quem é. Na conversa sobre Resta Um, a apresentadora Gabriela Mayer recebe a jornalista e podcaster Bárbara dos Anjos Lima e o produtor editorial Marcelo Nardeli.

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A Filha Perdida, de Elena Ferrante

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O fenômeno Elena Ferrante chega ao podcast do Põe na Estante neste terceiro episódioWhatsApp Image 2019-12-13 at 17.05.10 (1) da temporada que tem como tema Leia Mulheres.

Junho chegou e Leda teve vontade de viajar. A professora universitária pegou os livros e foi para a praia para as férias de verão. A temporada solitária, em uma casa alugada, abre portas para longas reflexões sobre o passado e o presente, a partir de um gatilho de identificação: Leda enxerga em uma ruidosa família napolitana, vizinhos de barraca na praia, muito do que ela já foi e do que ela poderia ser, mas não é. Em especial na imagem de Nina e Elena, mãe e filha, cujas figuras geram certa obsessão na protagonista. De longe e, aos poucos, também de perto, Leda observa, analisa e julga a experiência do feminino e da maternidade nesta outra mulher, que é jovem, esbelta e elegante, destoa da família que a acompanha.

A aproximação entre as duas acontece depois que a menina Elena se perde na praia e Leda se identifica com o desespero de Nina ao procurá-la. A protagonista, que é também quem nos narra esta história, encontra a menina e a partir daí, encontra muitas outras coisas da própria história. A Filha Perdida, de Elena Ferrante, é o tema desta conversa da apresentadora Gabriela Mayer com os jornalistas Adriana Cimino, repórter da TV Cultura, e Marcelo Duarte, autor de O Guia dos Curiosos.

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Tudo Pode Ser Roubado, de Giovana Madalosso

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Chegamos ao segundo episódio da segunda temporada do podcast do Põe na Estante, cujo tema é Leia Mulheres, com uma autora brasileira contemporânea.

WhatsApp Image 2019-12-13 at 17.05.10A protagonista deste livro é uma garçonete que trabalha em um restaurante chique da região da Avenida Paulista, marco da cidade de São Paulo. Ela aproveita a abertura com clientes para estender o vínculo com eles para além da mesa. Vai parar na casa de homens e mulheres que frequentam o lugar e, portanto, são cheios da grana, e aproveita para roubar. Roupas de grife, sapatos, acessórios.

Até que Biel aparece. Um vigarista de carreira que faz uma porposta: que ela aproveite o charme e o know-how para seduzir um professor universitário fechado e arredio a tentativas de aproximação para roubar O Guarani, de José de Alencar. Isso mesmo, o livro. Mas não qualquer um. Uma primeira edição, de 1857, valiosíssima.

Tudo Pode ser Roubado é o primeiro romance de Giovana Madalosso e é também o tema deste episódio do Põe na Estante, no qual a apresentadora Gabriela Mayer recebe os jornalistas Andresa Boni, apresentadora da TV Cultura, e Rodrigo Valente, assessor de imprensa e autor do Instagram @objetolivro.

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O Sol é Para Todos, de Harper Lee

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A estreia da segunda temporada do podcast do Põe na Estante tem como tema o livro OWhatsApp Image 2019-12-13 at 17.05.09 Sol é Para Todos, da americana Harper Lee. Nesta temporada, o tema é Leia Mulheres.

Scout é uma menina que ainda nem completou nove anos e vive pra cima e para baixo no fictício condado de Maycomb, no Alabama, com o irmão, Jem, e o amigo Dill, que passa as férias de verão na região. É ela quem narra esta história que começa com uma brincadeira de crianças e vira caso de adultos. Os três são obcecados pela história da família Radley, que vive em uma casa vizinha à dos irmãos. Eles fantasiam com o dia em que vão encontrar o filho da família, Boo Radley, que há vinte e cinco anos não sai de casa. Inventam artimanhas para tentar atrai-lo para fora, encenam os papeis de quem carrega aquele sobrenome e criam narrativas sobre o que poderia ter acontecido. Mas as fantasias das crianças com os Radley são só uma introdução a uma pequena cidade americana em um estado do sul dos Estados Unidos, que vive uma marcada segregação racial. Scout e Jem são crianças brancas, filhos de Atticus, um advogado que quer cruzar as linhas da divisão entre brancos e negros.

Um julgamento vai marcar a vida da família e vai desenhar como se dão as relações em um estado em que o sobrenome que cada um carrega pesa muito, mas a cor da pele pesa imensamente mais. Atticus assume a defesa de um homem negro acusado de estupro por uma mulher branca, a despeito dos protestos da maioria dos vizinhos, que o consideram um traidor por fazê-lo. O ano é 1935, pouco depois da crise de 29, mas os fantasmas que mais assombram Maycomb são ainda de uma ruptura anterior, a Guerra de Secessão, que terminou 70 anos antes. O sol é para todos, de Harper Lee, é o tema do episódio de estreia desta segunda temporada e, para falar sobre ele, a apresentadora Gabriela Mayer recebe Cris Bartis, host do Mamilos Podcast, e Pedro Pacífico, o Bookster.

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Podcast – Mamãe & Eu & Mamãe, de Maya Angelou

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Mamãe & Eu & Mamãe é o livro tema deste sétimo e penúltimo episódio da primeira temporada do podcast do Põe na Estante. A obra é uma das autobiografias de Maya Angelou. A escritora, cineasta e ativista americana nos leva à sua infância e à sua adolescência, para que conheçamos desde o princípio a relação que ela criou com duas mães – a biológica e a avó paterna, que a criou na primeira infância, depois que os pais dela se separaram. Nem o pai, nem a mãe se sentia capazes de criar dois filhos – Maya e o irmão que ela tanto admira, Bailey – e os enviaram para Stamps, Arkansas, onde vivia a avó. Quando Maya tem 13 anos, ela e o irmão precisam voltar a viver com a mãe, em St. Louis, no Missouri. Em meio ao retorno a uma cidade grande, em um contexto de segregação racial, a garota tenta superar o abandono para reconstruir o vínculo com a mãe – mulher que ela descreve como símbolo de elegância, beleza, força, assertividade e determinação. Mamãe & Eu & Mamãe foi escrito quando Maya Angelou já tinha oitenta anos e sobre ele a apresentadora Gabriela Mayer conversa com a produtora cultural Ana Carolina Campos e com a escritora Aline Bei.

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Arte: Renan Sukevicius
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Podcast – O Vendedor de Passados, José Eduardo Agualusa

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O sexto episódio do podcast Põe na Estante vai à Angola por meio das páginas de O Vendedor de Passados, de José Eduardo Agualusa. Félix Ventura é um vendedor de passados. Ele confecciona árvores genealógicas para uma nova elite angolana que vai se formando depois da guerra civil no país, encerrada definitivamente em 2002. Aqueles que olham para trás e não enxergam tanta glória, ou aqueles que olham e se lembram que deixaram um rastro de sangue ou sujeira procuram o negro albino Félix para reconstruir sua trajetória. Com um passado de luxo em mãos, documentado, eles seguem o rumo. Quem nos conta esta história é um narrador que, por fisiologia, consegue se espremer em qualquer canto e que, por isso, sabe detalhes que ninguém mais saberia. O Vendedor de Passados é um romance de 2004 e é sobre ele que a apresentadora Gabriela Mayer conversa com os jornalistas Laís Duarte e Vitor Tavares.

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Podcast – A Queda, de Albert Camus

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Chegamos ao quinto episódio do podcast Põe na Estante com um romance filosófico de Albert Camus. Jean-Baptiste Clamence, como o narrador diz se chamar, é um autointitulado juiz-penitente. Um advogado de defesa parisiense que, a partir de um papo de bar, faz sua confissão sobre a vida, sua revisão de consciência em Amsterdã, cenário deste livro. Meio romance, meio filosofia, A Queda é um monólogo, já que o interlocutor, invisível, nunca aparece, apesar de sempre estar lá. Na verdade, é para mim, é para você, é para nós, leitores, que este narrador fala, jogando uma longa lista de questões sobre a existência, sobre a humanidade, sobre culpa, sobre moral. Escrito em 1956, A Queda foi a última obra publicada por Camus, que morreu em 1960, e é sobre ela que a apresentadora Gabriela Mayer conversa com os jornalistas Natália André e Felipe Bueno.

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Podcast – O Irmão Alemão, de Chico Buarque

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O quarto episódio do Põe na Estante fala sobre o quinto romance de Chico Buarque, O Irmão Alemão. Francisco está à procura de um irmão que ele descobriu por acaso. Sérgio, que leva o mesmo nome do pai, foi fruto de um romance vivido em Berlim, antes do casamento do intelectual patriarca da família Hollander. A mãe, uma italiana de personalidade forte e que remete a um extremo cuidado familiar, não fala do assunto. Aliás, ninguém fala. A busca pelo irmão alemão, uma história com base na realidade e que ganhou enredo ficcional neste livro, é rodeada de silêncios. O narrador parte de cartas e correspondências oficiais para especular sobre o que teria sido deste irmão, que rumo ele teria seguido. Ele imagina coisas terríveis, pensando em como teria sido a infância de Sergio na Alemanha nazista. Enquanto isso, no Brasil, a ditadura militar toma forma, endurece e o irmão que ele conhece e admira, carinhosamente chamado de Mimmo, desaparece. À sombra dos irmãos, Francisco nos guia por suas histórias, seus afetos e seus livros. O Irmão Alemão foi lançado em 2014 pela Companhia das Letras e é o livro deste episódio do Põe na Estante, em que conversei com a jornalista Aiana Freitas e com o jornalista e escritor Tomás Chiaverini.

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Podcast – A Criança no Tempo, de Ian McEwan

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Chegamos ao terceiro episódio do Põe na Estante com o terceiro romance do premiado escritor britânico Ian McEwan. A Criança no Tempo tem o escritor de livros infantis Stephen Lewis como protagonista. Ele nunca pensou que uma ida ao supermercado pudesse transformar a vida, mas é o que acontece quando a filha dele, Kate, uma menina de três anos de idade, desaparece completamente. As portas do estabelecimento são fechadas às pressas, uma busca intensa é feita no entorno, mas a garota some completamente. Quando ele dá a notícia à esposa, Julie, o leitor começa a mergulhar na dor e no desamparo daquela família agora com um espaço vazio. Stephen e Julie vão se isolando, ele na tentativa de encontrar a filha a qualquer custo, fazendo as próprias buscas, batendo de porta em porta; ela em uma depressão que a deixa apática, sentada na poltrona da casa, até conseguir reagir. O casamento desenvolve fissuras profundas, os silêncios vão tomando conta e a perda nunca é mencionada para evitar que ela fique concreta demais. A Criança no Tempo foi publicado em 1987 e relançado em 2018 pela Companhia das Letras, por ocasião dos 70 anos do autor. É ele o tema deste episódio, em que eu recebo os jornalistas Thaís Manarini e Renan Sukevicius.

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Podcast – A Uruguaia, de Pedro Mairal

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O segundo episódio do podcast Põe na Estante tem A Uruguaia, livro do argentino Pedro Mairal, como tema. Segundo romance do escritor, esta foi a obra que o fez mais conhecido. Mairal é hoje considerado pela crítica um dos principais nomes do novo boom literário da América Latina.  No livro, o escritor Lucas Pereyra é quem nos conta a história das fantasias que ele alimenta a respeito de uma jovem mulher que conheceu quando atravessou o Rio da Prata para um festival literário. O protagonista precisa cruzar mais uma vez de Buenos Aires para Montevidéu para receber 15 mil dólares de adiantamento pelo trabalho e, em meio a um casamento desgastado e monótono e a um bloqueio criativo, almeja encontrar a moça novamente. O romance dura o tempo da viagem, entre a ida e a volta, mas tem direito a idas e vindas no tempo para que o narrador possa compartilhar com o leitor memórias e contexto. Para conversar sobre A Uruguaia, eu recebo os jornalistas Juliana Kunc Dantas e Pablo Ribeiro. Nesta primeira temporada, o tema é boas-vindas e é sempre um dos convidados quem escolhe o livro da vez.

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Podcast – A Vegetariana, de Han Kang

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Põe na Estante agora tem podcast. A cada quinze dias, convido duas pessoas a lerem o mesmo livro que eu e sentamos para trocar impressões, ideias e questões sobre a obra. Nesta primeira temporada, que terá oito episódios, o tema é “boas-vindas”: como boa anfitriã, sugiro que um dos convidados escolha o livro sobre o qual falaremos, sem restrições. Neste episódio de estreia, os jornalistas Tatiana Vasconcellos e Theo Ruprecht participam de um papo sobre A Vegetariana, da sul-coreana Han Kang. O podcast está disponível em YouTube, Spotify, Google Podcasts, Anchor, RadioPublic e Breaker.

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Top 10 – 2018

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É sempre difícil selecionar os melhores livros do ano, mas escolhi dez que me marcaram de maneiras diferentes.

– Como as democracias morrem: importante pra entender o ano. Dois professores de Harvard mostram como hoje as democracias são minadas por dentro, sem golpes e tanque nas ruas. A partir do exemplo de países como a Hungria e a Turquia, os autores descrevem como governos eleitos democraticamente podem ser o primeiro passo para fragilizar e até destruir o sistema democrático.

– La Perra: este livro foi a descoberta de uma autora colombiana até então inédita na minha estante, Pilar Quintana. A história acontece na costa da Colômbia no Pacífico – o que é raro; a maioria das obras daquele país que têm o litoral como cenário acontecem na costa Atlântica. Diante da impossibilidade de ter filhos, Damaris quer uma cachorra e não imagina quantas questões humanas um animal pode despertar: a maternidade, o amor e a morte entre elas.

– Canção de Ninar: o livro da franco-marroquina Leïla Slimani, que foi uma das convidadas da Flip 2018, começa com a babá matando as crianças (não é spoiler, é a abertura da obra). No caminho para contar como a história terminou assim, a autora nos faz pensar sobre relações sociais, imigração e sobre ser mulher.

– Tempo de Migrar para o Norte: a obra do sudanês Tayeb Salih é considerada o romance árabe mais importante do século XX. Depois de sete anos estudando em Londres, o protagonista volta à sua pequena aldeia, à beira do Nilo, e ao se deparar com um forasteiro que também passou anos fora e voltou, pensa sobre o passado e o presente do país, com questionamentos sobre os papéis de colonizadores e colonizados.

– As Alegrias da Maternidade: a nigeriana Buchi Emecheta era inédita no Brasil. Na Nigéria do início do século XX, ser mãe (de menino) era o que fazia uma mulher. A protagonista dessa história divide com o leitor a angústia de não conseguir ter um filho homem.

– O Conto da Aia: li com atraso o livro de Margaret Atwood que inspirou a série de mesmo nome. Num futuro distópico, os Estados Unidos são governados por ultraconservadores que baseiam as leis na religião e reservam às mulheres um lugar de servidão e invisibilidade. É um livro brutal.

– Sol na Cabeça: em 13 contos, o carioca Geovani Martins traz a infância e a adolescência de moradores de favelas, a partir da vivência que ele mesmo teve. São narrativas ricas e cheias de ritmo, algumas delas com grande ênfase na oralidade que traz os personagens para mais perto.

– O Pai da Menina Morta: a partir da própria experiência, o autor, que perdeu uma filha pequena, reúne fragmentos de histórias, lembranças e sonhos permeados pelo luto. Um livro de extrema beleza e sensibilidade.

– Não me Abandone Jamais: no fim de sua carreira de cuidadora, Kathy relembra a infância em um colégio interno que esconde deles a verdade sobre a vida dos alunos. O livro começou lento, demorou a me pegar, mas de repente me vi sem conseguir desgrudar da história.

– Da Poesia: uma coletânea de poemas da brasileira Hilda Hilst, que foi a grande homenageada da Flip 2018. Nunca fui uma leitora voraz de poesia, mas esse livro me gerou grande identificação com os versos.

Prêmio IPL – Retratos da Leitura

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A revista Quatro Cinco Um, a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura e a Flipoços estão entre os 12 vencedores do 3º Prêmio IPL -Retratos da Leitura, promovido pelo Instituto Pró-Livro. A honraria é dividida em quatro categorias: Bibliotecas, Cadeias Produtivas, Mídia e Organizações Sociais Civis. E tem muita coisa legal sendo feita!

Os interessados se inscreveram na Plataforma Pró-Livro. A primeira etapa selecionou dez finalistas e, na última segunda-feira (10/12), foram conhecidos os três vencedores de cada segmento.

Em Bibliotecas, venceram a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, organizada por jovens na periferia de São Paulo e que promove saraus, debates, clubes do livro; Parnamirim, um Rio que Flui para o Mar de Leitura, do Rio Grande do Norte, que também estimula a leitura por meio de atividades culturais diversas; e a Rede Baixada Literária, que promove a leitura com ações organizadas por bibliotecas da Baixada Fluminense. Na categoria Cadeia Produtiva, levaram a Caravana Teatral do Livro em Cena, do Paraná; o Festival Literário de Poços de Caldas, em Minas Gerais; e o Programa Myra – Juntos pela Leitura, de São Paulo. Em Mídia, os ganhadores foram a revista Quatro Cinco Um; o Jornal Joca; e o projeto Vá Ler um Livro. E as Organizações Sociais Civis de destaque foram o Clube de Leitura Quilombo Mirim, de São Paulo; o projeto Leituras na Praça, do Ceará; e o projeto Piracaia na Leitura, de São Paulo.

A Biblioteca Villa-Lobos e o Projeto Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas para Todos, ambos de São Paulo, receberam uma menção honrosa.

Carta de amor aos livros

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Ainda repercute o apelo feito pelo editor da Companhia das Letras, Luis Schwarcz, para que as pessoas divulguem livros, falem sobre livros e deem livros de presente. Enquanto muita gente embarcou na campanha, com hashtag e tudo (#dêlivrosdepresente e variações), também teve gente que aproveitou o gancho para criticar a postura das grandes editoras.

IMG_5712Na entrevista que deu à Folha de S.Paulo, o presidente do grupo editorial disse terem sido poucas as mensagens contrárias à carta, mas admite ter recebido críticas – por não prestigiar livrarias pequenas, por ter sido generoso demais no texto com as redes de livrarias e pela ganância das grandes editoras.

De qualquer forma, o texto levanta questões importantes, como os desafios que editoras e livrarias têm pela frente para se manterem vivas. Nós, como leitores, podemos contribuir com ideias, com reflexões e, claro, com leituras. Sigamos!

Aliás, o que você está lendo?

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Para quem perdeu, reproduzo abaixo, na íntegra, a carta do editor:

Cartas de amor aos livros

O livro no Brasil vive seus dias mais difíceis. Nas últimas semanas, as duas principais cadeias de lojas do país entraram em recuperação judicial, deixando um passivo enorme de pagamentos em suspenso. Mesmo com medidas sérias de gestão, elas podem ter dificuldades consideráveis de solução a médio prazo. O efeito cascata dessa crise é ainda incalculável, mas já assustador. O que acontece por aqui vai na maré contrária do mundo. Ninguém mais precisa salvar os livros de seu apocalipse, como se pensava em passado recente. O livro é a única mídia que resistiu globalmente a um processo de disrupção grave. Mas no Brasil de hoje a história é outra. Muitas cidades brasileiras ficarão sem livrarias e as editoras terão dificuldades de escoar seus livros e de fazer frente a um significativo prejuízo acumulado.

As editoras já vêm diminuindo o número de livros lançados, deixando autores de venda mais lenta fora de seus planos imediatos, demitindo funcionários em todas as áreas. Com a recuperação judicial da Cultura e da Saraiva, dezenas de lojas foram fechadas, centenas de livreiros foram despedidos, e as editoras ficaram sem 40% ou mais dos seus recebimentos— gerando um rombo que oferece riscos graves para o mercado editorial no Brasil.

Na Companhia das Letras sentimos tudo isto na pele, já que as maiores editoras são, naturalmente, as grandes credoras das livrarias, e, nesse sentido, foram muito prejudicadas financeiramente. Mas temos como superar a crise: os sócios dessas editoras têm capacidade financeira pessoal de investir em suas empresas, e muitos de nós não só queremos salvar nossos empreendimentos como somos também idealistas e, mais que tudo, guardamos profundo senso de proteção para com nossos autores e leitores.

Passei por um dos piores momentos da minha vida pessoal e profissional quando, pela primeira vez em 32 anos, tive que demitir seis funcionários que faziam parte da Companhia há tempos e contribuíam com sua energia para o que construímos no nosso dia a dia. A editora que sempre foi capaz de entender as pessoas em sua diversidade, olhar para o melhor em cada um e apostar mais no sentimento de harmonia comum que na mensuração da produtividade individual, teve que medir de maneira diversa seus custos, ou simplesmente cortar despesas. Numa reunião para prestar esclarecimentos sobre aquele triste e inédito acontecimento, uma funcionária me perguntou se as demissões se limitariam àquelas seis. Com sinceridade e a voz embargada, disse que não tinha como garantir.

Sem querer julgar publicamente erros de terceiros, mas disposto a uma honesta autocrítica da categoria em geral, escrevo mais esta carta aberta para pedir que todos nós, editores, livreiros e autores, procuremos soluções criativas e idealistas neste momento. As redes de solidariedade que se formaram, de lado a lado, durante a campanha eleitoral talvez sejam um bom exemplo do que se pode fazer pelo livro hoje. Cartas, zaps, e-mails, posts nas mídias sociais e vídeos, feitos de coração aberto, nos quais a sinceridade prevaleça, buscando apoiar os parceiros do livro, com especial atenção a seus protagonistas mais frágeis, são mais que bem-vindos: são necessários. O que precisamos agora, entre outras coisas, é de cartas de amor aos livros.

Aos que, como eu, têm no afeto aos livros sua razão de viver, peço que espalhem mensagens; que espalhem o desejo de comprar livros neste final de ano, livros dos seus autores preferidos, de novos escritores que queiram descobrir, livros comprados em livrarias que sobrevivem heroicamente à crise, cumprindo com seus compromissos, e também nas livrarias que estão em dificuldades, mas que precisam de nossa ajuda para se reerguer. Divulguem livros com especialíssima atenção ao editor pequeno que precisa da venda imediata para continuar existindo, pensem no editor humanista que defende a diversidade, não só entre raças, gêneros, credos e ideais, mas também a diversidade entre os livros de ambição comercial discreta e os de ambição de venda mais ampla. Todos os tipos de livro precisam sobreviver. Pensem em como será nossa vida sem os livros minoritários, não só no número de exemplares, mas nas causas que defendem, tão importantes quanto os de larga divulgação. Pensem nos editores que, com poucos recursos, continuam neste ramo que exige tanto de nós e que podem não estar conosco em breve. Cada editora e livraria que fechar suas portas fechará múltiplas outras em nossa vida intelectual e afetiva.

Presentear com livros hoje representa não só a valorização de um instrumento fundamental da sociedade para lutar por um mundo mais justo como a sobrevivência de um pequeno editor ou o emprego de um bom funcionário em uma editora de porte maior; representa uma grande ajuda à continuidade de muitas livrarias e um pequeno ato de amor a quem tanto nos deu, desde cedo: o livro.

Feira do Livro da USP

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Começa hoje a edição de número 20 da Festa do Livro da USP. Até o dia 01 de Dezembro, sábado, as editoras vendem obras a pelo menos metade do preço. Entre nove da manhã e nove da noite, nos dias de semana, e até sete da noite no sábado.

Dica: se você for com alguns objetivos definidos, livros que você queira comprar, ajuda. A feira recebe muita gente, os estandes das editoras ficam lotados! Dependendo do horário, é bem difícil ficar escolhendo, vendo opções. De qualquer forma, são descontos que fazem valer encarar uma baguncinha ;)

Problemas financeiros nas grandes livrarias brasileiras

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A rede de livrarias Saraiva, que atua no Brasil desde 1914 e é hoje a maior do país, pede recuperação judicial por causa da uma dívida de quase R$ 675 milhões. Não foi uma surpresa. Vinte lojas já tinham sido fechadas, enquanto o grupo tentava renegociar, sem sucesso, as pendências com os credores. O próprio Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL) já tinha anunciado que só voltaria a negociar com a Saraiva quando ela entrasse com o pedido de recuperação. Livraria Cultura - Conjunto Nacional

A notícia vem na sequência de outro baque para o setor, o pedido, também de recuperação judicial, da Livraria Cultura – a dívida, nesse caso, é de R$ 285 milhões. Segundo o SNEL, as duas redes devem, juntas, R$ 325 milhões para as editoras. Imagine a dificuldade para as editoras, já que as duas redes são responsáveis por 40% das compras de livros, de acordo com o Sindicato.

Finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura

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Anunciados os 20 finalistas da 11ª edição do Prêmio São Paulo de Literatura, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Vamos à lista. Prêmio São Paulo de Literatura

*Na categoria Melhor Romance de 2017, concorrem:
– Ana Paula Maia, Assim na Terra como Embaixo da Terra (Record)
– Carol Bensimon, O Clube dos Jardineiros de Fumaça (Cia das Letras)
– Evandro Affonso Ferreira, Nunca Houve Tanto Fim como Agora (Record)
– Heloisa Seixas, Agora e na Hora (Cia das Letras)
– Joca Reiners Terron, Noite Dentro da Noite (Cia das Letras)
– Leonardo Brasiliense, Roupas Sujas (Cia das Letras)
– Marcelo Mirisola, Como se me Fumasse (34)
– Márcia Barbieri, O Enterro do Lobo Branco (Patuá)
– Micheliny Verunschk, O Peso do Coração de um Homem (Patuá)
– Milton Hatoum, A Noite da Espera (Cia das Letras)

*Na categoria Melhor Livro do Ano de Romance – Autor estreante com mais de 40 anos:
– Carlos Eduardo Pereira, Enquanto os Dentes (Todavia)
– Cinthia Kriemler, Todos os Abismos Convidam para um Mergulho (Patuá)
– Cristiano Baldi, Correr com Rinocerontes (Não Editora)
– Cristina Judar, Oito de Sete (Reformatório)
– José Roberto Walker, Neve na Manhã de São Paulo (Cia das Letras)
– Leonor Cione, O Estigma de L. (Quelônio)

*Na categoria Melhor Livro do Ano de Romance – Autor estreante com menos de 40 anos:
– Aline Bei, O Peso do Pássaro Morto (Nós)
– José Almeida Júnior, Última Hora (Record)
– Mauro Paz, Entre Lembrar e Esquecer (Patuá)
– Tiago Feijó, Diário da Casa Arruinada (Penalux)

O júri do Prêmio São Paulo de Literatura é formado por dez nomes ligados ao mundo dos livros e da literatura. O júri final, que vai escolher os três vencedores, terá cinco profissionais. O autor ou a autora escolhido/a na categoria principal (Melhor Romance) leva R$200 mil; nas outras, a gratificação é de R$100 mil em cada uma. Todas as obras finalistas foram publicadas em 2017.

Clube do Livro – Episódio 3: “O Sol na Cabeça”

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O terceiro episódio do Clube do Livro do Põe na Estante fala sobre a obra de estreia do carioca Geovani Martins, O Sol na Cabeça. Os treze contos que ocupam as 120 páginas editadas pela Companhia das Letras já ganharam tradução em pelo menos oito idiomas. A jornalista Gabriela Forte e o economista Luiz Felipe Fustaino ajudam a pensar os porquês de tamanho sucesso. Corre pra ver!