Podcast – O Irmão Alemão, de Chico Buarque

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O quarto episódio do Põe na Estante fala sobre o quinto romance de Chico Buarque, O Irmão Alemão. Francisco está à procura de um irmão que ele descobriu por acaso. Sérgio, que leva o mesmo nome do pai, foi fruto de um romance vivido em Berlim, antes do casamento do intelectual patriarca da família Hollander. A mãe, uma italiana de personalidade forte e que remete a um extremo cuidado familiar, não fala do assunto. Aliás, ninguém fala. A busca pelo irmão alemão, uma história com base na realidade e que ganhou enredo ficcional neste livro, é rodeada de silêncios. O narrador parte de cartas e correspondências oficiais para especular sobre o que teria sido deste irmão, que rumo ele teria seguido. Ele imagina coisas terríveis, pensando em como teria sido a infância de Sergio na Alemanha nazista. Enquanto isso, no Brasil, a ditadura militar toma forma, endurece e o irmão que ele conhece e admira, carinhosamente chamado de Mimmo, desaparece. À sombra dos irmãos, Francisco nos guia por suas histórias, seus afetos e seus livros. O Irmão Alemão foi lançado em 2014 pela Companhia das Letras e é o livro deste episódio do Põe na Estante, em que conversei com a jornalista Aiana Freitas e com o jornalista e escritor Tomás Chiaverini.

IG: @poenaestante
E-mail: poenaestante@gmail.com

Arte: Renan Sukevicius
Trilha: Getz me to Brazil, Doug Maxwell

 

Finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura

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Anunciados os 20 finalistas da 11ª edição do Prêmio São Paulo de Literatura, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Vamos à lista. Prêmio São Paulo de Literatura

*Na categoria Melhor Romance de 2017, concorrem:
– Ana Paula Maia, Assim na Terra como Embaixo da Terra (Record)
– Carol Bensimon, O Clube dos Jardineiros de Fumaça (Cia das Letras)
– Evandro Affonso Ferreira, Nunca Houve Tanto Fim como Agora (Record)
– Heloisa Seixas, Agora e na Hora (Cia das Letras)
– Joca Reiners Terron, Noite Dentro da Noite (Cia das Letras)
– Leonardo Brasiliense, Roupas Sujas (Cia das Letras)
– Marcelo Mirisola, Como se me Fumasse (34)
– Márcia Barbieri, O Enterro do Lobo Branco (Patuá)
– Micheliny Verunschk, O Peso do Coração de um Homem (Patuá)
– Milton Hatoum, A Noite da Espera (Cia das Letras)

*Na categoria Melhor Livro do Ano de Romance – Autor estreante com mais de 40 anos:
– Carlos Eduardo Pereira, Enquanto os Dentes (Todavia)
– Cinthia Kriemler, Todos os Abismos Convidam para um Mergulho (Patuá)
– Cristiano Baldi, Correr com Rinocerontes (Não Editora)
– Cristina Judar, Oito de Sete (Reformatório)
– José Roberto Walker, Neve na Manhã de São Paulo (Cia das Letras)
– Leonor Cione, O Estigma de L. (Quelônio)

*Na categoria Melhor Livro do Ano de Romance – Autor estreante com menos de 40 anos:
– Aline Bei, O Peso do Pássaro Morto (Nós)
– José Almeida Júnior, Última Hora (Record)
– Mauro Paz, Entre Lembrar e Esquecer (Patuá)
– Tiago Feijó, Diário da Casa Arruinada (Penalux)

O júri do Prêmio São Paulo de Literatura é formado por dez nomes ligados ao mundo dos livros e da literatura. O júri final, que vai escolher os três vencedores, terá cinco profissionais. O autor ou a autora escolhido/a na categoria principal (Melhor Romance) leva R$200 mil; nas outras, a gratificação é de R$100 mil em cada uma. Todas as obras finalistas foram publicadas em 2017.

Clube do Livro – Episódio 3: “O Sol na Cabeça”

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O terceiro episódio do Clube do Livro do Põe na Estante fala sobre a obra de estreia do carioca Geovani Martins, O Sol na Cabeça. Os treze contos que ocupam as 120 páginas editadas pela Companhia das Letras já ganharam tradução em pelo menos oito idiomas. A jornalista Gabriela Forte e o economista Luiz Felipe Fustaino ajudam a pensar os porquês de tamanho sucesso. Corre pra ver!

Caderno de um Ausente

caderno de um ausenteÉ prosa, mas é quase poesia. São palavras, mas é mais ainda silêncio. Caderno de um Ausente é o segundo romance do contista João Anzanello Carascoza. Mais uma vez, ele busca no cotidiano a inspiração para um texto breve e sensível.

O livro é o caderno de um pai de meia-idade para a filha Bia, recém-nascida. Ele acha que não vai conseguir vê-la crescer e, por isso, quer deixar no papel ensinamentos e impressões sobre a vida. Mas, ao invés de ensinar a escolher caminhos, o narrador ensina a questionar; deixa as escolhas em aberto e as lacunas – tão frequentes no dia a dia – também. Trata-se de um pai ponderado e consciencioso, que alerta sem alarmar, orienta sem amedrontar, protege sem cercear, fala sem exagerar e (muitas vezes) silencia sem consternar. “Eu ia te ensinar como desviar das trilhas tortas que vão se colar na sola de tuas sandálias (…)”.

As lembranças também estão ali. Para Bia, esse caderno será ainda um apanhado de memórias filtradas sob o olhar delicado do pai: a presença ou ausência de parentes – vivos ou mortos, os galhos e folhas de uma árvore genealógica, episódios que podem ser perder no tempo e até objetos que talvez carreguem uma narrativa afetiva. “(…) em ti mesmo, Bia, está a brasa de todos os que te antecederam, sob a cor de teus cabelos posso notar, como se antigas tinturas, toda a linhagem de fios loiros e negros e ruivos e grisalhos da família (…)”.

Ao recordar o que passou com lirismo e planejar o porvir com harmonia, Carrascoza transforma esse testamento em canção de ninar. Para enfrentar a morte, silêncio certo e onipresente, fica a esperança de que das palavras floresça a vida. “(…) as palavras têm coragem de mostrar o rosto sorridente enquanto o mutismo lhes rasga  as costas a chicotadas (…)”.

Caderno de um Ausente, de João Anzanello Carrascoza. Cosac Naify: 126 páginas, R$ 34,90.

Carrascoza no Põe na Estante

Olha aí, caro leitor! A última dica de leitura do ano vem do escritor brasileiro João Anzanello Carrascoza. Seu último livro é Caderno de um Ausente, publicado no ano passado e que, em breve, vai ter resenha aqui. Ele gravou um vídeo pro Põe na Estante com uma sugestão – é pra já começar 2016 com leitura boa. Corre lá na nossa página do Facebook, que o vídeo já está online. Um feliz ano novo, cheio de bons livros!

Super Libris

superlibrisDica super bacana pra aprender mais sobre livros, literatura e autores brasileiros. A SescTV, ligada ao Sesc, lançou a série Super Libris em seu canal online (quem é assinante da OiTV também consegue ver na televisão). Em episódios que têm entre 25 e 30 minutos, escritores são convidados a falar sobre um recorte do universo literário – tem papo sobre best-sellers, biografias, contos, literatura infantil, sobre escrever, sobre impressões, um pouquinho de tudo. Para encontrar o capítulo que mais te agrada, é só escolher no índice por tema ou no índice por autor.

Na seção Primeira Impressão, os escritores falam também sobre suas inspirações – livros e autores que despertaram neles a vontade de ler mais e de escrever.

Uma aba interessante de ser explorada no site é a Colofão, em que vídeos curtos mostram as etapas da elaboração, da produção e da venda do livro. Conhecemos um pouco mais sobre os profissionais e os processos envolvidos.

Há ainda outras cinco seções, que trazem os bastidores do processo de escrita, opiniões sobre obras, sugestões de livros importantes para o desenvolvimento das crianças, pílulas com histórias de autores de dentro e de fora do Brasil.

O Super Libris é dirigido pelo escritor e jornalista José Roberto Torero, que conseguiu reunir mais de cem entrevistados nesse projeto. Dica: abra a página com tempo, porque dá pra ficar horas explorando as pílulas, os vídeos e os textos.

Flip 2015 e Mário de Andrade

O Põe na Estante faz um lembrete para ajudar a organizar sua agenda literária de 2015. A Festa Literária Internacional de Paraty deste ano ainda não tem programação divulgada, mas tem data marcada. A Flip será realizada de 1º a 5 de julho. Já anote aí! Os detalhes do evento serão publicados em maio.

Mário de AndradeDepois de Millôr Fernandes, o homenageado será o modernista Mário de Andrade. A 13ª edição da Festa coincide com os 70 anos da morte do poeta, escritor e crítico literário. No site da Flip, um texto lembra que, entre os motivos para escolhê-lo como figura central deste ano, está a contribuição da obra de Mário de Adrade para a cultura brasileira e o fato de o autor ter contribuído, por exemplo, para a “a preservação da cidade de Paraty e a própria Flip, que guarda muito de seu espírito irrequieto, festeiro e articulador.”

Macunaíma primeira edição

Capa da 1ª edição de Macunaíma.

Pra reforçar as homenagens, a editora Nova Fronteira, que publica o escritor aqui no Brasil, prepara o lançamento de novos livros, incluindo uma versão em quadrinhos de MacunaímaCafé, obra inédita. No ano que vem, a obra de Mário de Andrade entra em domínio público.

Pra quem já quiser ir esquentando, a colunista da Folha de S.Paulo Raquel Cozer reportou que, já em fevereiro, chega às livrarias “Eu Sou Trezentos”, obra de Eduardo Jardim sobre o escritor modernista. O livro trará fotos do acervo de Mário de Andrade do Instituto de Estudos Brasileiros.