Flip 2014

Flip 2014A organização da Flip 2014, que homenageia o escritor e cartunista carioca Millôr Fernandes, já divulgou a programação do evento. E para fazer jus ao homenageado deste ano, estão escalados autores ácidos e satíricos, além de críticos literários e jornalistas. Os temas das mesas literárias também animariam Millôr. Poder e política aparecem em várias discussões, inclusive a ditadura militar e o golpe de 1964, que faz 50 anos.

A 12ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty será realizada entre os dias 30 de julho e 03 de agosto. Normalmente, o evento acontece no início do mês de julho, mas este ano, excepcionalmente, o período foi alterado para não coincidir com a Copa do Mundo.

Entre os destaques da programação, estão nomes representativos de uma parte da cena literária contemporânea construída por uma geração multimídia e multifacetas: Fernanda Torres, Antonio Prata e Gregorio Duvivier são alguns de seus representantes confirmados. Um nome internacional que deve atrair visitantes é o jornalista Glenn Greenwald, que publicou as informações vazadas pelo ex-agente de inteligência americano Edward Snowden no jornal britânico The Guardian.

Pra terminar, uma novidade este ano: o show de abertura da Flip será gratuito. Quem se apresenta é a cantora baiana Gal Costa, que sobe ao palco às 21h30 do primeiro dia da Festa.

p.s.: Se quiser ficar de olho em novidades da Flip, autores confirmados, desistências, informações sobre os participantes, a organização mantém uma página no Facebook e uma no Twitter (sem contar o site oficial da Festa).

 

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3 respostas em “Flip 2014

  1. Prezada Gabi:

    Veja bem.

    Levo na memória, as copas do mundo acontecidas desde USA 94, quando o Brasil se sagrou campeão após vinte e quatro anos de uma estiagem que pus em dúvida que o Brasil fosse mesmo o País do Futebol. Muito além do duvidoso modus operandi das confederações e da própria Fifa, eu acompanho o futebol com relativa proximidade, sem entrar em dilemas intelectuais ou éticos. Afinal, o futebol deve ser apenas uma inócua paixão (e uma das raras alegrias) dos países sul-americanos (excetuando-se, talvez, a Venezuela).

    Mas, acontecendo aqui o principal evento do futebol, uma antiga encruzilhada reaparece no debate intelectual latino-americano. De que lado devem se posicionar os intelectuais do extremo ocidente? Com o futebol ou contra ele?

    Vargas Llosa, Borges, Javier Marías, Galeano. Há escritores célebres aos dois lados do espectro.

    E você, mulher e brasileiríssima, vota a favor ou contra?

    • Ufa, José! Acabou a Copa. Foram dias cansativos, de trabalho, mas, ao mesmo tempo, de diversão. Também acompanho o futebol de perto e este intensivão foi tão entusiasmante quanto desgastante. Valeu!

      Considero futebol e política duas dessas coisas separadas e independentes, mas que sempre andam juntas. Também assisto ao futebol sem considerar dilemas intelectuais. Mas nos momentos em que ele é usado como instrumento político é difícil simplesmente ignorar esse aspecto.

      Outra questão importante de se considerar é que, acima dos dilemas, acredito que o futebol apareça como um forte elemento de identidade. Não por acaso ele aparece como um fator determinante para a nossa auto-estima como povo.

      Abs.

      • Prezada Gabi, veja bem.

        Eu também acho que era bom futebol não se misturar com política, da mesma maneira que badminton, bochas ou pelota vasca não se misturam com política. Mas isso é mais um “wishful thinking”, pois não é raro o uso que se fez do futebol nas canteiras da política. Algo assim como o uso da religião a que nos atentou Sêneca. Sobram os exemplos, mais ou menos cruéis.

        Agora, é bem verdade que a proporção que o futebol tem na cultura brasileira perpassa a mesquinha história da política de bureau e quartel. Lembro bem que, na Rua Ouvidor, no Centro do Rio, está a Livraria Folha Seca, especializada em títulos relacionados ao futebol e também, sintomaticamente, à música popular brasileira. Desde o nome (referência ao famoso chute do Príncipe Etíope) à localização (na velha rua de Machado e Artur de Azevedo), esse pequeno espaço expõe de mão cheia esse mistério que é a identidade brasileira. A identidade em que o popular e o erudito se confundem, como disse Vargas Llosa.

        E “la pregunta”: Você torce para algum time?

        José

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